A nova diretriz da SBNI estabelece padrões fundamentados em evidências para o diagnóstico e tratamento do autismo.

0
52

Um documento de 33 páginas destaca fatores que imitam sintomas, como o uso excessivo de telas, e enfatiza a necessidade de intervenções cientificamente comprovadas.

Por Ângelo Ribeiro Fróes

A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) divulgou uma nova diretriz que visa orientar a prática de profissionais de saúde em todo o país em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Elaborado pelo Departamento Científico de Transtornos do Neurodesenvolvimento, o documento de 33 páginas atualiza recomendações essenciais para diagnóstico e tratamento, com um enfoque rigoroso na ciência fundamentada em evidências.

A finalidade primordial da publicação é instruir médicos, terapeutas e equipes multidisciplinares que trabalham com crianças e adolescentes, combatendo a desinformação e práticas desprovidas de evidências científicas que frequentemente geram confusão nas famílias.

Diagnóstico fundamentalmente clínico

No documento, enfatizamos que o diagnóstico do autismo não se fundamenta em exames laboratoriais ou de imagem, sendo predominantemente clínico. A identificação do transtorno deve ser elaborada por meio de:

Entrevistas minuciosas com os progenitores ou tutores; implementação dos critérios definidos pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Esta abordagem enfoca a relevância da qualificação do profissional para interpretar os sinais comportamentais e de desenvolvimento, assegurando um diagnóstico precoce e preciso. O Aviso das Telas e do Ambiente destaca que um dos aspectos mais proeminentes na nova diretriz é uma advertência sobre fatores externos que podem obscurecer o diagnóstico.

De acordo com os especialistas da SBNI, as condições de vulnerabilidade social e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem “mimetizar” sintomas do espectro autista. Isso implica que crianças expostas precocemente e em excesso a dispositivos eletrônicos, ou que habitem ambientes com escassos estímulos sociais, podem manifestar atrasos na fala ou dificuldades de observação direta da criança, interação que se assemelha ao Transtorno do Espectro Autista, mas que não é específica do transtorno neurobiológico. A diretriz requer, portanto, “atenção redobrada” dos profissionais para distinguir causas ambientais de condições neurológicas.

Ênfase em Evidências Científicas

NNo âmbito do tratamento, o SBNI adota uma posição clara contra terapias alternativas que não são validadas.O texto enfatiza intervenções fundamentadas em evidências científicas robustas e advoga pelo cuidado multidisciplinar  englobando diversas especialidades médicas e terapêuticas como uma abordagem mais segura para o desenvolvimento infantil.

A atualização das diretrizes ocorre em um momento propício, atuando como um referencial confiável para lidar com o aumento do volume de informações sobre o autismo e garantindo que as intervenções inovadoras no Brasil atendam aos mais elevados padrões internacionais de saúde.

Fonte: G1.

Autor: Ângelo Ribeiro Fróes, jornalista formado desde 2017 em jornalismo, autista e empresário.

Artigo anteriorRJ: Conatea retorna em 2025 com debates sobre ciência, corpo e comunidade
Próximo artigoEspecialista da USP refuta associação entre paracetamol e autismo e alerta sobre os riscos de desinformação
Italu Bruno Colares Oliveira
É um pesquisador renomado, reconhecido e acreditado em mais de 110 países. Possui QI de 143 (percentil 99, laudado), é trilíngue, Pós-Doutor em E-Learning pela UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal, PhD em Teologia pela California University-USA, Doutor em Ciências da Religião pela UEP - Universidad Evangélica del Paraguay e Mestre em Teologia pela Gordon University-USA. Possui MBA em Gestão de Recursos Humanos, especialização em Psicopedagogia Clínica, Neurolinguística, Criptomoedas, OSINT e Inteligência Artificial aplicada à produtividade empresarial pela Faculdade Einstein. Possui também especializações em Psicanálise Clínica, Docência do Ensino Superior, Teologia (Faculdade Darwin), Ciências Políticas (Faculdade Entre Rios), Direito Arbitral e Extensão Universitária em Epístolas Paulinas pela Universidade de Harvard-USA. É Bacharel em Relações Internacionais (FACEF), Direito (Faculdade Dois de Julho), Pedagogia (Faculdade de Teologia de Boa Vista), Licenciado em Filosofia (Faculdade Pan-Americana), Bacharel em Teologia (Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil) e concludente do curso sequencial superior em Marketing Digital (Faculdade de Tecnologia Ícone). Empreendedor certificado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e pesquisador certificado pela NASA no projeto Cientista por um Dia. É teólogo, pedagogo, empresário, filantropo, psicanalista, atirador do Exército Brasileiro, colecionador de armas, caçador registrado no IBAMA, e faixa preta em Karatê, Taekwondo e Kickboxing reconhecido por diversas federações internacionais. É jornalista cadastrado no Ministério do Trabalho e Emprego, credenciado na FENAJ (Registro 0065229) e Perito Judicial cadastrado no Ministério da Justiça no Brasil. Atua como agente empresarial autorizado para abertura de empresas nos Estados Unidos. Foi homenageado pela Frente Parlamentar contra o Bullying na Câmara dos Deputados do Brasil, reconhecido em mais de 17 países e agraciado com diversos títulos de Doutor Honoris Causa e Notório Saber por instituições de ensino mundiais. É conferencista internacional que palestrou em pelo menos 3 continentes, portador do ISNI (0000 0004 6822 3577) e portador do ORCID (0000-0002-5510-1445). Escritor com 6 livros publicados, é autor de diversos artigos em revistas científicas de impacto. Foi apresentador do programa Diálogo Teológico na Rede TV e atua ativamente na mídia e em podcasts. É responsável por empreendimentos no Brasil, Estados Unidos, Paraguai e França. Associado ao Rotary Club de Brasília - Green International, é presidente administrador da Holding Patrimonial Família Colares Oliveira, Reitor da Emil Brunner World University, CEO do Instituto Ítalu Colares, Diretor-Chefe do Jornal Planeta, Diretor-Chefe da Revista Científica Eletrônica Imperium, presidente da Ítalu Colares Editorial e fundador da Criptomoeda Icoin.