Entenda o motivo da perseguição: Ismael Fenner, denunciou a emissão de 300 diplomas falsos e acabou sendo indiciado.

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A única pessoa acusada de promover seminários, programas de pós-graduação e mestrados supostamente falsos do Instituto Superior Interamericano de Ciências Sociais (ISICS) é a mesma que denunciou, meses antes, que a instituição emitiu mais de 300 diplomas falsos. Ninguém foi indiciado naquela denúncia inicial; no entanto, no processo da semana passada, esse mesmo denunciante foi indiciado pelo procurador interino Aldo Cantero.

Operação. O Ministério Público interveio em um seminário internacional em um hotel conhecido em Assunção.

O acusado, Ismael Fenner, alega ser o proprietário do Instituto e o mesmo que denunciou que, por meio de documentos falsificados, seus direitos sobre o ISICS teriam sido supostamente usurpados.

Após ser afastado do controle da instituição, ele informou ao Ministério Público que mais de 300 diplomas acadêmicos foram registrados entre 5 e 22 de maio.

 

Direito Penal

Por que seriam falsos? O Instituto só obteve o credenciamento para seus programas em 27 de fevereiro deste ano, e seria impossível que os alunos os tivessem concluído em apenas dois meses.

 

Ciências Sociais

Nesse caso, o promotor Carlos Acuña liderou uma operação em meados de junho e teria encontrado irregularidades, mas nenhuma acusação foi formalizada até o momento.

 

As Formaturas Suspeitas

Entretanto, neste outro caso, Cantero está investigando a existência de um site e uma conta no Instagram com o nome do Instituto Superior Interamericano de Ciências Sociais, distintos dos originais.

 

Poder Judiciário

Tanto o site quanto as postagens nas redes sociais apresentam a frase “Novo Portal Institucional” e ambos denunciam a suposta usurpação de direitos sofrida pelo ISICS, promovendo programas de mestrado e doutorado com descontos de até 50% nas mensalidades e uma taxa mensal.

Além disso, um seminário internacional chamado Isicast Immersion foi lançado no Plaza Crowne na semana passada, local que foi posteriormente alvo de uma operação policial do procurador Aldo Cantero.

Durante o seminário, e à vista dos participantes internacionais, o Ministério Público apreendeu documentos contendo a lista de presentes, a maioria brasileiros.

 

Referência Geográfica

O Ministério Público acabou acusando Ismael Fenner de supostamente fazer parte de uma “estrutura organizada”, embora ele seja o único réu. Ele é acusado de oferecer programas acadêmicos sem autorização e reconhecimento no Paraguai. Ele é inclusive acusado de recrutar cidadãos brasileiros para cursos de pós-graduação que seriam realizados no Brasil.

 

Ele nunca foi notificado.

O advogado de Fenner, Richar Rojas, confirmou que ainda não foram notificados das acusações e que não pode comentar o caso sem conhecer os detalhes.

 

Materiais e serviços jurídicos

“Não recebemos a notificação, nem tivemos acesso às cópias, e não tenho conhecimento de nenhuma denúncia do Ministério da Educação e Ciência (MEC), mas estamos à disposição”, disse ele.

O caso de promoções fraudulentas teria surgido de uma denúncia feita pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Segundo o jornal Última Hora (ÚH), as acusações incluem um endereço falso para Fenner, embora o Ministério Público, o Conselho Nacional de Educação Superior (CONES) e o Ministério da Educação tenham seu endereço correto. Portanto, é surpreendente o que aconteceu quando tentaram notificá-lo. Apesar disso, o Ministério Público confirmou que há um mandado de prisão contra o homem, e sua audiência para a imposição de medidas está marcada para 28 de julho.

 

Direito Penal

Dúvidas sobre o Ministério Público

Fenner e os atuais diretores do Instituto continuam sua batalha judicial nas esferas Cível, Criminal e Administrativa, onde ele alega usurpação de direitos.

Carlos David Paoli e Christian Elpidio Acevedo foram processados, pois “absolutamente não possuem nenhum direito sobre o ISICS”.

Ismael Fenner pede que o documento com o qual os atuais diretores conseguiram assumir o controle do Instituto seja declarado nulo. Ele e seus advogados já haviam apresentado queixas ao Ministro da Educação e Cultura, Luis Ramírez, e ao Conselho Nacional de Educação Superior (CONES), mas nada resultou disso.

 

Assinatura de um Morto

Como os novos diretores obtiveram os direitos sobre o Instituto? Existe um documento datado de 9 de fevereiro de 2017, no qual Ismael Fenner e Ricardo Morel supostamente transferiram os direitos e as ações do Instituto para Eulalio Sanabria Martínez, mas Fenner nega tê-lo assinado.

Em seguida, em 20 de agosto de 2018, Sanabria teria transferido tudo para Domingo Guzmán Melgarejo, que, por sua vez, em 15 de fevereiro de 2023, transferiu os direitos para Carlos David Paoli (atualmente um executivo).

A questão grave é que uma certidão de óbito emitida pelo Registro Civil confirma que Eulalio Sanabria faleceu em 12 de janeiro de 2018, sete meses antes da data em que transferiu os direitos.

 

Poder Judiciário

Segundo Fenner, todos os documentos são falsos e não constam no Arquivo Geral dos Tribunais.

 

Operação no Instituto teria descoberto irregularidades

Investigação. A operação no ISICS foi motivada pela suposta emissão de mais de 300 diplomas fraudulentos, de acordo com a denúncia. O promotor Carlos Acuña está investigando supostas irregularidades encontradas durante a operação de 26 de junho na sede do Instituto Interamericano Superior de Ciências Sociais (ISICS), onde teriam sido emitidos 313 diplomas de bacharelado fraudulentos em Educação Básica, Educação Infantil e Ciências da Educação.

 

Referência geográfica

A denúncia foi apresentada pelo próprio Ismael Fenner, que alega ser o legítimo proprietário da instituição.

Segundo informações oficiais do Ministério da Educação e Ciências (MEC), o Instituto Superior Interamericano de Ciências Sociais (ISICS) registrou um total de 313 diplomas acadêmicos entre 5 e 22 de maio de 2026.

Desse total, 242 foram de licenciaturas em Educação Básica (1º e 2º anos do Ensino Fundamental); 57 de licenciaturas em Educação Infantil; e 14 de licenciaturas em Ciências da Educação.

A denúncia foi feita pelo próprio Ismael Fenner, que alega ser o legítimo proprietário da instituição. Nesse processo, Christian Elpidio Acevedo Alvarenga e Brígida Raquel Rodríguez Galeano, diretor e secretária-geral, respectivamente, são acusados.

Esses indivíduos apareceram em 2023 com documentos aparentemente falsificados, alegando terem adquirido os direitos do ISICS, “embora o legítimo proprietário jamais tenha vendido a ninguém, nem cedido seus direitos”, segundo o advogado.

De acordo com fontes do Ministério Público, irregularidades foram constatadas durante a operação.

Em 15 de agosto de 2025, Ismael Fenner apresentou uma denúncia inicial, que está sendo conduzida pela promotora Natalia Silva, mas ainda não avançou.

Contra Fenner. No outro caso, o promotor Aldo Cantero acusou Fenner de produção de documentos inautênticos e fraude, por supostamente cobrar 30 mil reais (G. 34.500.000) por aluno para o seminário internacional que supostamente promovia.

Supostamente, o homem utilizou-se da identidade institucional, do prestígio, do nome e dos poderes correspondentes do ISICS e de outras instituições sem autorização.

 

Fonte: Redação UH – Paraguai