Diplomas falsos: Ministério Público visita Ministério da Educação para verificar registro de diplomas – Paraguai
A promotora Teresa Sosa Laconich, acompanhada de sua equipe, chegou ao prédio do Ministério da Educação e Ciência (MEC), na zona portuária, para examinar o sistema informatizado utilizado para o registro de diplomas acadêmicos.
A promotora Teresa Sosa Laconich, acompanhada de sua equipe, chegou ao prédio do MEC, na zona portuária, para examinar o sistema informatizado utilizado para o registro de diplomas acadêmicos.
Arcenio Acuña
Uma delegação do Ministério Público, liderada pela promotora Teresa Sosa, chegou esta manhã às instalações do MEC para verificar o sistema de registro de diplomas no caso de diplomas falsos.
Por Rene Ramos
A promotora Teresa Sosa, da Unidade Criminal nº 20 de Assunção, e uma equipe do Ministério Público chegaram às instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) para verificar o sistema de registro de diplomas universitários, certificados acadêmicos e outros documentos no caso de supostos diplomas falsos, que haviam sido denunciados pelas autoridades educacionais.
A operação está sendo realizada inicialmente nos escritórios da Diretoria de Tecnologias da Informação e Comunicação, no terceiro andar da Torre 1, no prédio do Governo Portuário. O Ministério Público busca informações sobre o processamento de 525 diplomas falsificados, abrangendo todas as áreas de estudo e envolvendo instituições de ensino superior, tanto privadas quanto públicas. Um perito do laboratório forense do Ministério Público acompanha a investigação.
O promotor Sosa explicou que buscam identificar os usuários com acesso ao sistema de registro de diplomas, a data e hora das transações, o tipo de transação, o tipo de conta do usuário (administrador, membro do corpo docente ou funcionário administrativo), os nomes dos usuários, os nomes e sobrenomes dos documentos enviados, o documento de identificação dos diplomas enviados ao sistema e o endereço IP da conexão de envio.
Diante de denúncias de falsificação de documentos universitários, o Ministro da Educação, Luis Ramírez, relatou em 15 de junho a suspeita de mais de 550 certificados de autenticidade duvidosa. Naquela época, as autoridades confirmaram a falsificação de pelo menos 250 diplomas.
Possíveis Penalidades
A promotora detalhou que os funcionários envolvidos e os indivíduos que possuírem diplomas falsificados poderão enfrentar diversas consequências administrativas e criminais. Estas incluem o possível cancelamento de suas licenças profissionais, a invalidação de seus diplomas e, no caso de funcionários públicos, a possibilidade de demissão, de acordo com o procedimento correspondente.
Na esfera criminal, os envolvidos poderão ser investigados por crimes contra a prova documental, como a produção e o uso de documentos inautênticos, dependendo das circunstâncias de cada caso. Segundo a promotora, a pena potencial varia de seis meses de prisão a até cinco anos e sete meses.
Além disso, ela enfatizou que este caso afeta diversos cursos acadêmicos. Ela mencionou, por exemplo, cursos de Direito, licenciatura em Educação, licenciatura em Educação com ênfase em Educação Física e até mesmo licenciatura em Esportes. Tratam-se de diplomas registrados entre 2000 e 2020, com o logotipo da Universidade Autônoma de Assunção, que já comprovou não tê-los emitido, segundo o promotor.
Diplomas Falsificados: Investigação sobre Uploads de Diplomas
A equipe da promotoria alocada ao Ministério da Educação está tentando obter todos os registros de acesso de usuários de 2013 até o presente, segundo a promotora Teresa Sosa, que explicou que os procedimentos de registro de diplomas foram informatizados desde então.
A promotora Teresa Sosa, sua assistente Gabriela Sosa e o especialista em informática da Procuradoria-Geral, Sergio Salinas, entram na Torre 1 do Ministério da Educação e Ciência (MEC), localizado no complexo do Governo Portuário.
A Procuradoria-Geral designou uma equipe especial para investigar as alegações do MEC. Além de Sosa, a equipe inclui os promotores Juan Leonardi Guerrero e Augusto Salas, que coordena a investigação. Em 26 de junho, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgou um vídeo nas redes sociais no qual o Ministro da Educação, Luis Ramírez, afirmou que, como parte de uma auditoria interna, descobriram que mais de 500 usuários não autorizados acessaram o sistema informatizado para validar diplomas acadêmicos ilegalmente.
Ele relatou que esses usuários se aproveitaram de horários atípicos, períodos em que o sistema estava fechado, e utilizaram perfis não autorizados para realizar um total de 130 mil transações online.
Auditoria do MEC: Entre Diretores Demitidos e Cargos “Recompensados”
O Ministro da Educação, Luis Ramírez, vangloriou-se da demissão de 13 diretores e chefes de departamento que ocupavam cargos-chave relacionados ao registro de diplomas dentro da instituição de ensino.
No entanto, uma das funcionárias demitidas foi recompensada com o cargo de Chefe de Gabinete da Vice-Ministério do Ensino Superior (VES), chefiada por Hermenegildo Cohene. A funcionária em questão é Natalia Ortiz, que exerce significativa influência partidária dentro da agência. Ela foi anteriormente Diretora de Universidades e, posteriormente, Chefe de Gabinete no mesmo Vice-Ministério. Seu salário ultrapassa 18 milhões de guaranis.
Fonte: ABC Paraguai

