Durante décadas, estudiosos da comunicação analisaram o papel da imprensa na formação da opinião pública. O linguista e cientista político Noam Chomsky, em Manufacturing Consent, escrito em parceria com Edward S. Herman, sustenta que parte dos grandes veículos de comunicação pode atuar na construção de consensos favoráveis a interesses políticos e econômicos.
Da mesma forma, o filósofo da comunicação Marshall McLuhan eternizou a expressão “o meio é a mensagem”, defendendo que os veículos de comunicação não apenas transmitem informações, mas também influenciam profundamente a maneira como a sociedade interpreta os fatos.
Essas reflexões suscitam uma questão importante: o que acontece quando a atividade jornalística deixa de priorizar a busca pela verdade e passa a servir interesses particulares?
O uso estratégico da informação
Em diferentes países, pesquisadores, juristas e especialistas em comunicação discutem práticas conhecidas como campanhas de desinformação, assassinato de reputação e operações coordenadas de influência.
Segundo essas análises, determinados agentes econômicos ou políticos podem buscar utilizar a divulgação de informações negativas — verdadeiras, incompletas ou descontextualizadas — como instrumento para enfraquecer concorrentes, adversários ou críticos.
Nesses casos, a reputação torna-se um ativo disputado.
Como funcionariam essas campanhas
Em um cenário frequentemente debatido por especialistas, o processo pode seguir algumas etapas:
1. definição de um alvo específico;
2. coleta de informações públicas ou privadas sobre esse alvo;
3. seleção de fatos que produzam maior impacto negativo;
4. elaboração de narrativas capazes de influenciar a percepção pública;
5. ampla divulgação do conteúdo por diferentes canais de comunicação e redes sociais.
Um grupo específico
Um grupo especifico “contrata” um jornal com o fim de destruir a reputação de outro grupo. Com isso são selecionados os alvos.
Ao jornal compete descobrir a reputação dos alvos, aumentar os dados e escrever de uma maneira que possa soar negativo para os alvos.
Conspiração
Esse grupo específico utiliza-se do aparelho estatal criando denúncias, processos. Mesmo sem a averiguação prévia dessas denúncias e o trânsito julgado dos processos isso é envido para a redação do jornal.
A Obra
Após isso o jornal junta os dados e escreve a matéria atribuindo uma reputação duvidosa aos alvos ou no mínimo deixam sub entendido isso.
A divulgação
Após a matéria lançada os jornais promovem no Google Ads anúncios sobre a notícia. O grupo empresarial que deseja assassinar a reputação dos seus concorrentes, divulgam em seus grupos. Além disso eles procuram saber onde os clientes dos seus concorrentes estão para alastrar o Pânico e se apresentarem como a solução salvadora para seus problemas.
Ainda que determinados fatos possam ser verdadeiros, sua apresentação isolada, sem contexto ou contraditório, pode induzir o público a conclusões diferentes da realidade.
O papel das denúncias e dos processos
Outro aspecto frequentemente discutido envolve a divulgação de investigações, denúncias e processos judiciais antes da conclusão definitiva dos fatos.
No Estado Democrático de Direito, investigações e ações judiciais não equivalem automaticamente à comprovação de responsabilidade. O princípio constitucional da presunção de inocência permanece aplicável até decisão definitiva, e esse contexto é considerado essencial para uma cobertura jornalística equilibrada.
O impacto econômico da reputação
Independentemente do desfecho de eventuais processos, notícias negativas podem produzir efeitos imediatos.
Clientes, investidores, fornecedores e parceiros comerciais podem rever suas relações diante da repercussão pública, ocasionando perdas financeiras, redução de credibilidade e, em casos extremos, inviabilizando a continuidade das atividades da empresa.
Mesmo quando posteriormente ocorre absolvição, arquivamento ou reconhecimento de equívocos, a recuperação da imagem costuma ser lenta e, muitas vezes, incompleta.
Enquanto isso empresas concorrentes que contrataram os meios de comunicação enchem seus bolsos de dinheiro pescando no aquário dos outros.
O compromisso do Jornal Planeta
O Jornal Planeta reafirma seu compromisso com os princípios do jornalismo responsável.
Defendemos a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação. Ao mesmo tempo, entendemos que esses valores devem caminhar lado a lado com a responsabilidade editorial, o respeito ao contraditório, à presunção de inocência e à dignidade da pessoa humana.
Acreditamos que o verdadeiro jornalismo não deve servir a interesses particulares nem atuar como instrumento de perseguição. Sua missão é informar com precisão, contextualizar os fatos, fiscalizar o poder e contribuir para uma sociedade mais livre, justa e consciente.
a uma sociedade mais livre, justa e consciente.
