Jornal Planeta, em contato com Dr. Ismael Fenner, proprietário da ISICS e unidade mantenedora da FICS, apresenta na íntegra a sua carta de esclarecimento referente à matéria do Fantástico.
Motivo da Prisão Domiciliar e Perseguição
Existe muita corrupção no Paraguai, assim como em qualquer país. No momento, um grupo empresarial que usa o sistema público para me perseguir e me atacar faz de mim sua vítima. A acusação foca em uma suposta falsificação de documentos paraguaios de residente.
Contudo, eu sou residente no Paraguai e casado com uma cidadã paraguaia há 30 anos. Inventaram que meus documentos são falsos e que não possuo radicação suficiente no país. Dessa forma, alegaram medo de fuga para impor a medida, embora eu tenha residência fixa no país desde 1997.
O promotor Aldo Cantero possui uma extensa ficha de corrupção mencionada em veículos jornalísticos do Paraguai. Consequentemente, ele tentou me subornar exigindo o valor de 2,5 milhões de guaranis. Como eu não paguei essa quantia, sofri a prisão.
Legalidade da FICS e Reconhecimento de Diplomas
A FICS possui reconhecimento pelo Ministério da Educação do Paraguai e pelo Congresso da Nação desde 2006. Essa data é anterior à fundação do CONES, que nasceu em 2013. Além disso, o próprio CONES reconheceu os cursos da FICS.
A FICS possui sede própria no Paraguai e não está sediada em solo brasileiro. Portanto, convido a imprensa a conhecer nossa sede. Todos esses fatores invalidam qualquer argumento de ilegalidade. Assim, ninguém jamais poderá chamar a instituição de faculdade fantasma.
O reconhecimento de diplomas da FICS por universidades brasileiras decorre de análise exclusivamente do sistema educacional do Brasil. Essas instituições possuem autonomia e aplicam critérios rigorosos para validar títulos estrangeiros.
Papel do MEC e Alegações de Conspiração
O MEC brasileiro é uma autarquia nacional sem jurisdição internacional para regular a educação no exterior. A regulação brasileira em solo estrangeiro violaria a soberania nacional. Conforme a LDB, o aluno tem o direito de buscar a validação do seu diploma estrangeiro no Brasil por meio de universidades brasileiras.
Desde julho do ano passado, sofremos perseguições de empresários do ramo educacional. Eles usam o aparelho estatal para destruir nossa reputação. Tais empresários se aliaram a jornais que publicaram notícias falsas e apresentaram denúncias improcedentes.
Os empresários tentaram tomar a marca FICS no Paraguai à força, utilizando inclusive documentos falsos. Os envolvidos já enfrentam processos por difamação, calúnia e falsidade documental. Além do mais, acionamos judicialmente o jornal Extra Classe por recusar o direito de resposta.
Diretoria Atual, Provas e Direito de Resposta
Deleguei a diretoria da faculdade diante de problemas de saúde e por medo de represálias contra minha vida. Apesar dessa delegação temporária, permaneço como o real proprietário da instituição. Possuo todas as provas em mãos e continuarei lutando na Justiça.
Por fim, o Jornal Planeta garante o direito de resposta aos citados. O objetivo é construir um jornalismo baseado na verdade, na ampla defesa e no contraditório, respeitando a Lei 13.188/2015 e a Lei Geral de Proteção de Dados.

