Instituições de ensino afirmam ser alvo de reportagens sem provas, propagadas de forma sincronizada, e anunciam medidas judiciais e administrativas.: Ataques Coordenados no Ensino Internacional Levantam Questionamentos Sobre Ética Jornalística e Concorrência Desleal

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Contexto das publicações anteriores

Em matérias anteriores, o Jornal Planeta noticiou a existência de um possível padrão de publicações críticas envolvendo o jornal Extra Classe e o jornalista Marcelo Ratai Menna Barreto, cujo foco recorrente tem sido instituições de ensino superior sediadas no exterior que atuam junto ao público brasileiro.

Segundo representantes dessas instituições, haveria indícios de uma atuação coordenada, na qual reportagens críticas seriam publicadas e, em seguida, amplamente divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens, gerando insegurança entre estudantes e professores.

As instituições citadas afirmam que tais matérias não apresentariam documentação probatória suficiente, adotando, segundo elas, linguagem sensacionalista e conclusões antecipadas, o que estaria em desacordo com princípios básicos do jornalismo investigativo.

Como funcionaria o suposto padrão de divulgação

De acordo com relatos encaminhados ao Jornal Planeta, o suposto método seguiria etapas recorrentes:

Seleção de alvos específicos, geralmente instituições internacionais independentes;

Publicação de matérias com tom acusatório, sem apresentação pública de provas documentais conclusivas;

Difusão massiva do conteúdo em redes sociais, grupos de WhatsApp e Telegram;

Oferta de soluções alternativas por instituições concorrentes, apresentadas como opção “segura” aos leitores impactados.

Entre as instituições que afirmam ter sido atingidas por esse tipo de publicação estão: Veni Creator, FICS, MUST, EBWU, FUSAA, UNADES, São Lorenzo, UPAP, São Carlos e FUNIBER.

O Extra Classe, procurado em ocasiões anteriores por algumas dessas instituições, não teria apresentado documentação técnica ou decisões judiciais que sustentassem integralmente as acusações, segundo os próprios interessados.

Sobre o jornalista citado

Marcelo Ratai Menna Barreto é jornalista com atuação registrada junto ao Extra Classe, com produção concentrada em temas sociais e educacionais no Rio Grande do Sul.

Fontes consultadas pelo Jornal Planeta indicam que sua atuação é predominantemente regional, sem histórico conhecido de passagens por grandes veículos nacionais ou internacionais. Avaliações críticas sobre sua trajetória profissional foram atribuídas a especialistas consultados, cujas opiniões refletem percepções individuais, não constituindo juízo definitivo de valor.

O jornal ressalta que críticas profissionais e editoriais não configuram, por si, irregularidade, mas passam a exigir maior rigor quando associadas a denúncias públicas sem comprovação documental amplamente acessível.

Questionamentos sobre fontes e metodologia

Instituições atingidas afirmam que algumas matérias utilizaram como referência fontes que respondem a processos judiciais no Paraguai, inclusive por disputas empresariais, o que colocaria em dúvida a imparcialidade e a confiabilidade de tais informações.

Segundo representantes da FICS, decisões judiciais favoráveis já teriam afastado parte das narrativas publicadas, reforçando a necessidade de checagem rigorosa antes da divulgação de acusações públicas.

No caso da EBWU (Emil Brunner World University), documentos oficiais do Ministério Público Federal teriam reconhecido que denúncias anteriores não se sustentaram, tendo sido formuladas, conforme despacho oficial, por terceiros sem legitimidade ou motivação comprovada.

Apesar disso, segundo a universidade, novas publicações teriam sido feitas sem menção às decisões oficiais, o que motivou medidas legais adicionais.

Novo episódio envolvendo a EBWU

Na publicação mais recente, o jornalista teria questionado a autenticidade do diploma de psicologia e anteriormente tinha levantado a questão do mesmo ser um falso medico acerca do vice-reitor da EBWU, Dr. Angelo Ribeiro Froes.

Diante disso, o Jornal Planeta informa que a documentação apresentada foi submetida à análise de peritos grafotécnicos independentes, que atestaram:

autenticidade dos documentos;

notarização e apostilamento conforme a Convenção da Haia (1961);

presença de múltiplos dispositivos de segurança antifalsificação.

Os peritos informaram ainda que os documentos estão aptos à tradução juramentada no Brasil, se necessário.

Em declaração ao jornal, Angelo Ribeiro Froes afirmou:

“Nunca exerci a profissão de psicólogo no Brasil. Comuniquei formalmente ao conselho competente e solicitei a baixa do registro, o que posso comprovar por e-mail com data e hora. Não me apresentei como médico em momento algum.”

Após o episódio, foi registrado novo boletim de ocorrência, cuja tramitação segue sob responsabilidade das autoridades competentes.

Propagação de conteúdo e possíveis responsabilidades

O Jornal Planeta também recebeu registros que indicariam a reprodução sistemática das matérias do Extra Classe por Ana Paula Teixeira da Silva, presidente da Christian Business School (CBS), em suas redes sociais e grupos privados.

Segundo juristas consultados, a republicação de conteúdo potencialmente falso ou não comprovado pode gerar responsabilidade solidária, a depender da análise judicial. Os registros recebidos foram arquivados e poderão ser apresentados em juízo, se necessário.

As conexões institucionais entre CBS, Unilogos e MACAA também estão sendo objeto de apuração jornalística, com base em dados públicos e registros formais.

Providências em andamento

Constam doversos registros policiais contra o jornalista Marcelo Menna, contra o Extra Classe e o mantenedor do periódico Sindpro. Seguem os números de ocorrência abaixo:
213.447/2025-1
931-252486/2025
4.599/2026-1

Tambem constam denúncias administrativas e representações junto a órgãos como:

FENAJ

Ministério das Comunicações – 20250091182

Ministério da Educação – 20251120502
45

Ministério Público Federal – 264349.0194843/2025

O Jornal Planeta ressalta que toda e qualquer apuração segue o princípio do contraditório, permanecendo aberto a manifestações dos citados.

Conclusão

O caso levanta um debate relevante sobre limites éticos do jornalismo, uso estratégico da informação e concorrência no setor educacional internacional. Em um ambiente cada vez mais sensível à desinformação, a responsabilidade editorial torna-se elemento central para a preservação da credibilidade da imprensa.

O Jornal Planeta seguirá acompanhando os desdobramentos.