O que celebrar nesse 8 de março de 2026?

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Texto elaborado pela Dra. Marlene Marques

A história das mulheres brasileiras é um épico de resiliência e brilho que atravessa séculos, marcado por **desafios** que forjaram caminhos de glória. Desde as indígenas que resistiram com sabedoria ancestral, passando pelos quilombolas que ergueram liberdades em meio à opressão, até as sufragistas que conquistaram o voto e as ativistas que lutaram por direitos básicos, cada geração pavimentou o chão para as que viriam depois. Hoje, sabemos bem o peso nos ombros daquelas que escolhem carregar família e carreira ao mesmo tempo – o malabarismo exaustivo entre afeto, lar e ambição profissional, em um cenário político que raramente favorece de verdade a equidade. Mas o que prevalece é o brilho: a capacidade de transformar obstáculos em degraus, de multiplicar amor e competência, de sustentar nações com mãos firmes e corações vastos. Nos últimos meses, o impacto provocado por mulheres brasileiras reacendeu esperanças e avanços concretos em ciência e inovação. *Tatiana Sampaio*, bióloga da UFRJ, desenvolveu a poli laminina – uma molécula recriada em laboratório a partir da laminina placentária –, que promete reverter lesões medulares e devolver movimentos a pessoas paralisadas, após décadas de pesquisa persistente e agora com testes clínicos autorizados. *Sônia Guimarães*, primeira mulher negra doutora em Física no Brasil e professora pioneira no ITA, revolucionou tecnologias de defesa com sua patente de sensores infravermelhos para mísseis, abrindo portas para a inclusão racial e de gênero na ciência de ponta. *Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier*, pesquisadora em microbiologia e biologia molecular, contribui com estudos sobre atividade antibacteriana, autobiofilme e caracterização molecular de patógenos, fortalecendo avanços em saúde pública e controle de infecções. E há as *anônimas*, as verdadeiras arquitetas invisíveis deste país: as *empreendedoras* que reinventam negócios do zero, as *acadêmicas* que iluminam mentes com conhecimento, as CLT que sustentam famílias com dedicação incansável, as *donas de casa* que orquestram harmonia cotidiana com sabedoria profunda. Não importa se nova ou idosa, mãe de filhos ou de pets, comprometida ou solteira – cada uma carrega em si uma relevância imensa, um universo de força interna silenciosa que move o tecido da nação. Somos nós, as raízes que nutrem, as asas que elevam, as vozes que sussurram revoluções quietas e as mãos que tecem o amanhã com fios de coragem e esperança por dias melhores. Sou muito grata pelas que vieram antes de nós e abriram caminhos para que chegássemos até aqui, com suor, luta e amor inabalável. Não posso deixar de abrir um parêntese e mencionar que, apesar de tanto brilho, precisamos alertar todas sobre algo que precisa ser radicalmente resolvido e extirpado do nosso cotidiano, aquele monstro chamado *FEMINICÍDIO. * O Dia da Mulher é todos os dias, e qualquer uma que estiver lendo pode contar com meu brinde, meu apoio e, sobretudo, minha atenção, que é um dos bens mais preciosos que o ser humano pode ter.

Sim, eu que descobri minha nova versão, a de PIB do desenvolvimento pessoal e econômico dessa nação, como muitas de vocês… Parabéns a vocês, mulheres do meu Brasil, e fica o convite para tomar um café, um suquinho, um espumante para celebrarmos juntas, mesmo que seja virtual…

Com admiração, Dra. Marlene Marques.

Dra. Marlene é jornalista, comunicadora, consultora, mãe, esposa, empresária, professora e, principalmente, mulher!