Diversas instituições de ensino e profissionais ligados ao setor educacional têm contestado reportagens publicadas pelo jornal Extra Classe, veículo mantido pelo Sindipro, e assinadas pelo jornalista Marcelo Menna. Segundo alegações dessas fontes, as matérias teriam o efeito de prejudicar pessoas e organizações, levantando suspeitas de possíveis conflitos de interesse e falhas na apuração jornalística.
Matéria do dia 15 e questionamentos levantados
No dia 15, o Extra Classe publicou a matéria intitulada “Instituto paraguaio nega vínculo com faculdade suspeita de golpe no Brasil”. Críticos afirmam que o texto teria ignorado fatos e documentos oficiais a FICS (Faculdade Interamericana de Ciências Sociais) e o Instituto Superior Interamericano de Ciências Sociais.
A reportagem coloca em dúvida se Ismael Fenner, identificado como diretor e proprietário das instituições, seria de fato o detentor do controle das entidades. Segundo os contestadores, essa dúvida teria dado início a uma sequência de equívocos, perseguições de caráter jurídico e interpretações consideradas equivocadas.
Histórico do jornalista e contestação de fontes
Fontes consultadas afirmam que o jornalista Marcelo Menna seria conhecido por publicar conteúdos que impactam negativamente pessoas e empresas. Essas mesmas fontes alegam que o profissional não possui artigos publicados em veículos de grande circulação nacional. Há também registros de queixas-crime e boletins de ocorrência envolvendo o nome do jornalista, feitos por pessoas e empresas que afirmam ter tido sua honra atingida sem que Menna apresentasse provas.
Ainda de acordo com essas fontes, haveria indícios não comprovados de que Menna teria ligação com supostos esquemas internacionais de “sabotagem industrial” direcionada contra instituições educacionais específicas. Aponta-se também a hipótese de que determinadas entidades teriam contratado o jornalista e o Extra Classe para atingir concorrentes e promover uma campanha de descredibilização — afirmação que não possui comprovação pública.
Relações internacionais e alegações de conspiração
As contestação mencionam também o nome de Cristian Azevedo, ligado ao Centro Qualidade Educativa, que teria contato direto com Menna. Fontes alegam que o jornalista teria mantido diálogo com pessoas no Paraguai consideradas de “conduta duvidosa”, o que teria contribuído para o início de uma suposta “conspiração” contra a FICS.
Segundo essas alegações, a repercussão da matéria teria alimentado campanhas de ataque à FICS e outras instituições por meio de postagens e divulgação intensa nas redes sociais do Revalide e do CBS, redes administradas por Ana Paula. As fontes afirmam que, enquanto Marcelo Menna publica as matérias, Ana Paula as replica em redes sociais e grupos de WhatsApp.
Citação a Gabriel César Dias Lopes e à MACCA
Outro nome citado pelas fontes é o de Gabriel César Dias Lopes, reitor da Unilogos na França e presidente da MACCA, uma acreditadora recente que possui CNAE de editora. Segundo as alegações, Gabriel teria reunido informações no Paraguai que, posteriormente, teriam sido utilizadas na narrativa de suspeita contra a FICS.
Críticos destacam que a pesquisa que questionou a existência da FICS teria sido realizada em nome de Cristian Azevedo, e não no de Ismael Fenner, o que teria gerado conclusões incorretas e contribuído para uma possível interpretação conspiratória.
Decisões oficiais no Paraguai e o posicionamento do MEC
Fontes que contestam a matéria destacam que o Ministério Público Paraguaio teria emitido decisão oficial reconhecendo Ismael Fenner como proprietário de 65% das ações da FICS, concedendo-lhe prerrogativas legais sobre cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado.
Segundo os relatos, em 27 de novembro de 2025, a Justiça paraguaia teria emitido decisão irrevogável reconhecendo plenamente os direitos de Fenner.
Outro ponto levantado é que o MEC (Ministério da Educação) teria publicado um ofício colocando em dúvida a veracidade de instituições educacionais norte-americanas e paraguaias, supostamente tomando como base uma matéria do Extra Classe — algo considerado incomum por especialistas, pois o MEC não costuma emitir pareceres fundamentados em reportagens jornalísticas.
Impactos citados por profissionais da educação
Representantes de instituições educacionais alegam que a atuação de Marcelo Menna teria prejudicado “milhares de professoras e professores” em todo o Brasil, levando ao cancelamento de processos de reconhecimento de diplomas, como os realizados pela UFAL.
As mesmas fontes afirmam que o jornalista teria iniciado uma “caça às bruxas” contra diversas instituições, entre elas:
FICS
FUUSA
Veni Creator
Must
UNADES
EBWU
outras
Há também relatos relativos ao professor Lima, que teria recebido ameaças atribuídas a Marcelo Menna e e-mails supostamente enviados por uma pessoa que se identifica como “Professor Cesar”, que já teria se apresentado como mulher. As mensagens conteriam ameaças de exposição de processos antigos e já resolvidos na Justiça. O professor teria registrado boletim de ocorrência sobre esses fatos.
Italu Colares empresario do ramo educacional também supostamente foi atacado. A imagem do mesmo foi usada sem a devida autorização e aparentemente sua religião foi atacada. Vale ressaltar que descriminação religiosa é crime. O mesmo registrou boletim de ocorrência e sua acessória entrou em contato com o Extra Classe por meio de uma notificação Extra Judicial pedindo a exclusão da matéria “difamatória” em uma prazo de até 72 horas. As empresas do mesmo emitiram cartas de repudio contra a conduta do jornalista e providências estão sendo tomadas.
Questionamentos finais levantados pelas fontes
As fontes que contestam as publicações do Extra Classe elencam três perguntas que, segundo afirmam, deveriam ser respondidas:
1. Marcelo Menna e seu grupo tinham conhecimento da alegada farsa e, mesmo assim, continuaram suas atividades acreditando que no Paraguai “não há justiça”?
2. O jornalista irá se retratar diante das informações que, segundo essas fontes, seriam falsas?
3. O sindicato dos professores da rede privada do Rio Grande do Sul possui algum tipo de envolvimento com supostos conflitos de interesse?
As instituições afetadas afirmam que continuarão acompanhando a situação e adotando medidas legais quando julgarem necessário.

