A guilhotina abstrata do período pós-modernidade

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Um dos eventos que marcaram a Revolução Francesa foi o uso sistemático da guilhotina. Incontestavelmente, essa ferramenta sintetizou o período do Terror e materializou uma das faces mais violentas do pensamento revolucionário da época.

Esse mecanismo de decapitação criava um espetáculo público que atraía multidões. Afinal, a população daquele período estava profundamente afetada pelo clima de tensão e radicalismo político.

Além disso, todo esse terror fomentado pelos jacobinos estruturou o modus operandi de movimentos revolucionários posteriores. Consequentemente, diversas revoluções que ocorreram após a Revolução Francesa adotaram métodos semelhantes de perseguição a opositores.

1. O Conceito de A Guilhotina Abstrata na Pós-Modernidade

Diante desse contexto histórico, surge a tese de A Guilhotina Abstrata. Trata-se de uma ferramenta simbólica utilizada por grupos radicais da atualidade para promover a perseguição moral, intelectual e jurídica.

Assim como na Revolução Francesa quem discordava do regime corria o risco de perder a vida, hoje quem não se alinha ao pensamento dominante enfrenta a destruição de sua reputação. Portanto, canais virtuais e perfis de opositores são frequentemente banidos ou restritos na rede mundial de computadores.

2. Cancelamento, Desmonetização e Estratégias de Defesa

Basta que um cidadão com posições conservadoras comece a se manifestar na internet e a opinar sobre temas polêmicos para que os ataques comecem. Consequentemente, esse indivíduo passa a sofrer tentativas de cancelamento, disputas judiciais e desmonetização em suas plataformas.

Dessa forma, a força dessa guilhotina simbólica mostra-se devastadora no debate público atual.

Por fim, diante desse cenário, o movimento conservador precisa se organizar com coesão e inteligência. Não se deve retroceder, mas sim buscar o fortalecimento por meio do conhecimento e de métodos estratégicos, sem replicar as táticas de perseguição do adversário.