A Polícia Federal deflagrou a Operação Embarque Negado na madrugada desta quinta-feira. Com essa ação ostensiva, os agentes buscam identificar os financiadores de invasões ocorridas em áreas de acesso restrito no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília.
De acordo com os investigadores, o caso envolve manifestantes contrários ao resultado das eleições. Além disso, as equipes apuram a possível ligação desses atos com o artefato explosivo deixado nas proximidades do terminal aeroportuário.
1. Datas Investigadas e Impactos na Segurança Aérea
Conforme nota oficial divulgada pela PF, as apurações concentram-se nos fatos registrados em duas datas específicas:
“A investigação se refere ao ocorrido nos dias 02/12/2022 e 08/12/2022, quando várias pessoas invadiram a área de acesso restrito e adjacências do Aeroporto Internacional JK, causando uma série de transtornos à segurança aérea e ao serviço aeroportuário.”
Por consequência dessas invasões, as operações do terminal sofreram sérios riscos operacionais. Diante desses eventos, a instituição instaurou inquéritos detalhados para mapear todos os envolvidos na organização e no apoio financeiro dos atos.
2. Cumprimento de Mandados e Crimes Investigados na Operação Embarque Negado
Durante os trabalhos de campo, as equipes policiais cumprem seis mandados de busca e apreensão em três Unidades da Federação. Especificamente, as ordens judiciais contemplam um alvo em Marabá (PA), um em Água Boa (MT) e quatro locais no Distrito Federal.
Em razão do avanço das apurações, a Justiça enquadra os investigados em crimes graves contra a infraestrutura nacional. Entre os delitos sob apuração estão:
- Atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo;
- Crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública;
- Associação criminosa.
Por fim, a Polícia Federal mantém as diligências para identificar novos suspeitos e recolher provas materiais que esclareçam a extensão da Operação Embarque Negado.

